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O que é fé? O que é razão?

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Primeiro texto da série “Fé e Razão – Para tocar o Divino”, baseada nos ensinamentos do Rebe Menachem Mendel Schneerson e adaptados por Simon Jacobson para o livro “Rumo a uma vida significativa – A sabedoria do Rebe”.

Por: Simon Jacobson

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Os seres humanos têm muitas faculdades a sua disposição. Temos um cérebro para processar informação, emoções que nos impelem e intuição que nos orienta. Temos nossos instrumentos sensoriais de visão, audição, olfato, paladar e tato. Portanto, onde a fé se encaixa?

Muitas pessoas não encaram a fé como uma faculdade humana básica; eles a veem mais como uma ausência de razão. Outros são até mais cínicos, alegando que a fé é um sinal de fraqueza, alguma coisa a que recorrer quando tudo o mais falha. Em tempos remotos, continuando neste raciocínio, a fé era uma necessidade por que o homem não tinha a ciência para ajudar a explicar as leis da natureza; mediante da razão e de todas as brilhantes conquistas do homem, nós descuidamos da nossa necessidade de fé. A fé não é apenas uma criação da nossa imaginação que se destina a lidar com questões que não conseguimos compreender?

E mesmo assim, vemos que as pessoas acreditam instintivamente em alguma coisa maior do que elas mesmas. O sentimento existe dentro de todos nós; precisamos apenas saber com chegar até ele. Sabemos com certeza como chegar a razão, pois passamos nossa vida inteira cultivando esta faculdade – na escola, no trabalho, e em todo canto. Mas como cultivamos a fé? Não é uma coisa que a gente tem ou não tem?

Todos nó nascemos com fé. Ela não se adquire, tampouco se aprende; é nosso estado mais natural. Uma criança pequena, por exemplo, simplesmente tem fé inata. Conte a ela uma história fantástica e, mesmo que ela perceba que não é “real”, acreditará em você.

Não que devamos confundir a fé com ingenuidade infantil, ou com credulidade, ou com preguiça. Nem a fé é uma ausência de razão. A fé é força poderosa, positiva, em nossas vidas, não menos essencial à alma humana do que a faculdade de pensar ou a faculdade de sentir. A fé é a faculdade que reconhece verdades que são infinitamente, incompreensivelmente maiores do que nós mesmos e as aceita como reais e relevantes.

Portanto, por que tantas pessoas afirmam não ter nenhuma fé? E por que nós consideramos que fé e razão se contradizem? Porque interpretamos erroneamente seus papéis?

Considere novamente a criança. À medida que ela cresce, aceita cada vez menos o valor aparente. Isto significa que ela esteja perdendo a fé? Não, apenas que sua fé está sendo encoberta pela razão. Não apenas isto, mas à medida que ela envelhece, se da conta de que sua fé tem sido insultada incessantemente. Depois de anos vivenciando a hipocrisia e a mentira, aprende a desconfiar de suas próprias crenças interiores. Para se proteger, começa a utilizar apenas a razão para processar ideias e constituir seu sistema de valores. Ela realmente consegue silenciar a voz interior que lhe diz que, mesmo que não possa agarrar uma coisa com sua mão ou compreendê-la inteira com sua mente, tal coisa pode existir de verdade.

Precisamos aprender a cultivar nossa fé natural. Não podemos permitir que nossa razão abafe a voz interior que nos diz o que sabemos ser pura verdade com cada fibra de nosso ser. Uma mente sã reconhece suas limitações inatas, admitindo que existe muitas experiências fora do estreito âmbito de nossa própria lógica.

Afinal de contas, aprendemos a incorporar muitas crenças às nossas vidas, mesmo que inicialmente elas possam parecer absurdas – como buracos negros no espaço ou as esquisitices das partículas subatômicas. Mesmo que não possamos compreender completamente essas premissas, nós as aceitamos porque elas ajudam a explicar diferentes fenômenos, em nosso mundo físico, que de outra maneira seriam incompreensíveis.

Mas por que estamos dispostos a acreditar em alguma coisa além dos meios de nosso próprio conhecimento e entretanto, quando se trata de acreditar em D’us – e em confiar em nossa fé inata -, exigimos provas irrefutáveis? por que utilizamos dois critérios?

Talvez as consequências de aceitarmos D’us, e a responsabilidade pessoal que isso nos exige, são tão desafiadoras que preferimos achar uma maneira para justificar nossa posição, questionando ou rejeitando D’us.

Precisamos superar nosso desejo de acreditar em D’us de acordo apenas com nossa razão. Cada um de nós tem um “juiz da verdade” interior, um árbitro definitivo que avalia toda a informação que nossos sentidos e nosso intelecto nos fornecem. Às vezes, ele nos avisa que nossa lógica deveria rejeitar uma sensação mal orientada. E às vezes nos avisa que nossa mente racional ou cética deveria render-se a uma verdade que nossa fé adotou.

Nossa razão, se está bem desenvolvida, chega à conclusão óbvia de que a realidade é muito maior do que podemos vivenciar com nossos sentidos e com nosso intelecto. Acabamos por nos dar conta de que esta realidade não é um produto da mente, mas a mente é um produto desta realidade. A razão pode nos levar até a porta desta realidade, mas precisamos de instrumentos diferentes para entrar.

Mas tudo isto ainda não é fé, pois a fé é a pura vivência de D’us. A razão pode nos permitir atuar neste mundo e fazer nossas vidas terem sentido, mas sem fé não teríamos alicerce algum para a vida. Não poderíamos nos ligar a D’us, a realidade absoluta, e a vida seria uma série aleatória de acontecimentos lógicos e ilógicos. Iríamos nos debater em nossa busca de sentido e não acharíamos conforto algum em um mundo turbulento, fragmentado.

A fé é um poder que o toca, e unicamente você. É a verdade humilde que é tão simples quanto real, tão serena quanto imperiosa. A realidade divina irradia música maravilhosa para que nós escutemos, mas a atividade incessante do mundo material com frequência abafa a melodia. A fé é o instrumento com o qual podemos escutar música. A razão pode nos dizer como viver; mas a fé nos diz por que viver. para levarmos uma vida significativa, devemos unir nossa fé e nossa razão.

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