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Como unir fé e razão?

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Segundo texto da série “Fé e Razão – Para tocar o Divino”, baseada nos ensinamentos do Rebe Menachem Mendel Schneerson e adaptados por Simon Jacobson para o livro “Rumo a uma vida significativa – A sabedoria do Rebe”.

Por: Simon Jacobson

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Fé e razão são as duas faculdade que utilizamos para vivenciar D’us. É por intermédio da fé que vivenciamos a essência de D’us; por intermédio da razão, vivenciamos a manifestação de D’us.

A fé ultrapassa nossa sabedoria, nossas experiências, nossas realizações, introduzindo uma presença superior em nossas vidas. Não importa o quão inteligente uma pessoa possa ser, não importa o quanto ela possa apreciar a grandeza do universo e a sofisticação das leis que o governam, não importa o quão sublimes sejam suas ideias e experiências espirituais, estes pensamentos apenas desviam sua atenção da vivência da pura essência divina. Toda a grandeza e elegância do mundo podem ser manifestações de D’us, mas não são o próprio D’us. Sendo criaturas de D’us, não temos linguagem alguma para definir Sua essência ou para nos relacionarmos com Ele num nível racional; a única maneira com que podemos nos relacionar com a essência de D’us é por intermédio de uma fé pura, íntegra. E cada um de nós possui esta fé em nosso interior; é o alicerce sobre o qual repousam nossa razão e outras faculdades.

O rei David começa um de seus salmos com as palavras: “a prece de um pobre”. Por que ele atribui a prece um pobre, em vez de uma pessoa rica e sofisticada?

Duas pessoas foram convidadas a ver o rei. Uma era homem rico e educado; o outro, um camponês analfabeto. O rico chegou primeiro. Entrou no palácio e atravessou um aposento repleto de uma coleção de literatura, de música e de arte. Ciente do grande valor de muitos dos objetos, ficou tão absorvido que perdeu o compromisso com o rei. Mais tarde, o camponês analfabeto chegou. Como não sabia apreciar todos os livros e pintura, atravessou o aposento, foi direto para as câmaras reais e passou o tempo todo conversando informalmente com o rei.

Isto não quer dizer que podemos atuar completamente apenas baseados na fé; ela precisa se juntar à razão e se integrar em nossas vidas. Uma vez que vivenciamos a fé, a razão se torna um instrumento que nos ajuda a manifestar a essência de D’us, a imbuir nossos corações, nossas mentes, e nossa conduta cotidiana, com a pura fé divina.

A manifestação da fé está no ato físico, não apenas na mente. Os pensamentos e sentimentos mais puros não fazem – na verdade, não podem fazer – você realizar uma boa ação. Você pode entender que uma determinada escolha é certa ou errada, mas sentir-se incapaz de agir; de fato, nossos corações e mentes nos incitam a fazer muito mais do que jamais chegamos a realizar. A fé é o que ajuda a converter uma boa intenção numa boa ação.

Uma simples boa ação não tem ornamentos. Não é ostentatória, ou complicada, ou audaciosa. Mas possui o poder da essência. Fé absoluta – como manifesta na ação simples – cria um relacionamento entre homem e D’us. Sem fé, nossas outras faculdades são simplesmente instrumentos sem visão ou direção; com fé, eles se tornam meios com os quais nós levamos adiante nossa missão divina.

E contudo, a fé não pode ser compartimentalizada. Você pode tentar acreditar em D’us, mas relegá-Lo a certas partes de sua vida ou determinadas horas do seu dia. Isto torna sua fé incompleta. Afinal de contas, se D’us é o criador de tudo o que existe, como sua fé pode ser completa quando não afeta tudo em sua vida?

Utilizando a razão, você pode fazer da fé um elemento constante de sua vida; todos os seus pensamentos, palavras e atos manifestarão sua fé, e você acabará por ter a divindade e a providência divina em tudo o que você faz. Você acabará por “encontrar D’us em todos os seus caminhos”.

A fé em D’us não é passiva; não significa cruzar os braços, aceitas os acontecimentos sem interferir. Quando percebemos perigo, a fé dita que nos protejamos. Quando experimentamos dor, a fé exige que clamemos e procuremos alívio. Quando vemos um necessitado, a fé insiste que não apenas oremos a D’us, mas que nos aproximemos dEle. Fé significa confiar em D’us e ao mesmo tempo saber que Ele criou as leis da natureza e nos deu a capacidade de trabalhar no âmbito destas leis para ajudar-nos a conseguir o que pedimos em nossas preces.

Certamente, uma pessoa crente sabe que não importa o quanto de esforço ela empregue, todas as suas bençãos se originam de D’us. Mas cada um de nós precisa criar o “receptáculo” para encerrar estas bençãos. Pode chover dez dias seguidos, mas se um fazendeiro não tiver arado e plantado seus campos, nem um só grão de trigo irá brotar. Por outro lado, sem a benção de D’us, não há nada que o fazendeiro possa fazer para arrancar trigo da terra.

A fé verdadeira se constitui não apenas numa crença em D’us, mas numa confiança de que D’us sempre faz o que é bom e certo. A fé verdadeira não hesita, mesmo qeu as coisas não resultem do jeito que gostaríamos. Sim, podemos ter dúvidas. Sim, podemos nos entristecer pelo estado de carência e de sofrimento do mundo. Sim, podemos querer confrontar-nos com D’us por permitir tragédias. mas abandonar sua fé em D’us significa que você está comprometendo a si mesmo. Quando sofremos nas mãos de outras pessoas, devemos direcionar nossa raiva para o alvo apropriado; o homem. Se alguma coisa aprendemos com a guerra e o genocídio é que nossa fé no homem pode se equivocar, mas nunca nossa fé em D’us.

A fé verdadeira não é a fé cega de ignorância, mas a crença inflexível na verdade absoluta. É uma ligação direta com a essência de D’us, e por conseguinte não é arbitraria ou condicional. Isto é o que distingue fé verdadeira da emoção imatura que às vezes chama a si mesma de “fé”, a qual estabelece que nossa fé em D’us está condicionada a que Ele faça as coisas do jeito que nós queremos. Sabemos que D’us acredita em nós; é nossa tarefa acreditamos n’Ele.

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