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Como podemos ter fé em nossa geração?

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Quarto e último texto da série “Fé e Razão – Para tocar o Divino”, baseada nos ensinamentos do Rebe Menachem Mendel Schneerson e adaptados por Simon Jacobson para o livro “Rumo a uma vida significativa – A sabedoria do Rebe”.

Por: Simon Jacobson

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Muitas pessoas hoje ainda têm problemas para acreditar em D’us e são atormentadas por perguntas. Esse ceticismo é saudável ou não? É uma busca honesta da verdade ou uma justificação para um comportamento egoísta?

No fim do dia, apenas você sabe o quão sinceramente é sua busca pela verdade. Você só tem a você mesmo – e a D’us – para responder. Se sua busca é autêntica, então você já começou sua relação com D’us. Como todas as relações dinâmicas, esta busca é um processo. Começamos a partir da perspectiva limitada de nossa própria existência, ascendendo passo a passo até chegarmos a compreender que D’us é a verdade absoluta da qual nós somos uma extensão – e não vice versa.

Para alguns, o primeiro passo pode ser descobrir se você está realmente pronto a escutar e crescer, se deseja aceitar a responsabilidade da fé. O próximo passo é tratar de suas dúvidas em relação à existência de D’us. Você deve tentar unir sua fé à razão, pois só a sua razão pode reconhecer verdadeiramente as limitações da mente e seu papel no processo da busca por D’us.

Então, precisamos permitir que nossos sublimes instrumentos interiores se expressem. Sabemos que existe um D’us tanto quanto sabemos que temos uma alma – não porque podemos vê-la ou tocá-la, mas porque podemos senti-la. Sentimos os efeitos da alma. Percebemos sua fome de sentido, sua sede de conhecimento, e sentimos sua satisfação quanto a nutrimos. De forma similar, sentimo-nos elevados quando temos D’us em nossas vidas. Sentimos propósito e direção; concluímos que existe sentido em tudo o que fazemos.

Este processo inteiro precisa de combustível – conhecimento sobre D’us e sobre nós próprios. Devemos estudar a Bíblia, o projeto de D’us para a criação. Precisamos aprender a efetivar nossa fé através da caridade e das boas ações. Por intermédio de nossa virtude e de nossa generosidade, fortalecemos a ligação entre nossa realidade material e a realidade absoluta que é D’us.

Acima de tudo, precisamos olhar de outra forma os instrumentos que utilizamos para tentar revelar santidade em nossas vidas. Não podemos simplesmente nos limitar aos meios sensoriais convencionais para nos relacionarmos com uma coisa que é suprassensível.

A busca de D’us nesta época pode parecer especialmente difícil, pois muitas pessoas hoje em dia são pouco familiarizadas com a fé – o que é e como cultivá-la. Nascidos numa época em que as prioridades materiais tomaram o lugar das prioridades espirituais, muitas pessoas pouco sabem sobre D’us e sobre o que D’us deseja de nós. As pessoas têm tempo livre à sua disposição e com frequência não sabem como preenchê-lo de forma significativa. Parece muito difícil encontrar onde mudar esta orientação, já que todo mundo – de pais a educadores e políticos – parece estar igualmente desinformado.

E contudo as pessoas continuam à procura de sentido, à procura de D’us. Este é um tributo à fé mais profunda de todas. É durante tais épocas de escuridão espiritual que a fé mais recôndita fervilha. Devemos reconhecer que existem dois tipos de escuridão. Uma em que nos damos conta que está escuro e ansiamos por enxergar; a outra, quando a escuridão é tão intensa e duradoura que nós nos resignamos com ela. O primeiro passo para escaparmos da escuridão é admiti-la. Só então você pode começar a se empenhar pela luz.

Nesta atmosfera de escuridão espiritual, nós todos temos a capacidade e a responsabilidade de permitir que nossa fé irradie, integrando-o então em nossas vidas cotidianas. Converse sobre sua fé com a família e amigos. Cultive-a por intermédio do estudo e da oração. Coloque-a em prática através e boas ações e de caridade.

Por um momento, pare o que está fazendo. Deixe que sua mente fique em silêncio, e permita-se escutar a voz baixa, serena, de D’us. Quando se libertar, irá dar-se conta de que sua fé está muito mais perto da superfície do que você imaginara.

Lembre-se: independente de qualquer coisa, a realidade absoluta de D’us existe. A única questão é como irá corresponder a ela, o qão verdadeiro você será em sua procura. Neste meio tempo, D’us está esperando por você.

Em 1941, durante a ocupação nazista, o Rebe e sua esposa viviam em Paris. Em Nova York, após muitos telefonemas e cartas angustiadas, o Rabi Yossef Yitschac Scheneerson, sogro do Rebe, ajudou o casal a obter os documentos necessários e as passagens de navio, para que viajassem, via Portugal, para os Estados Unidos.

Um pouco antes de subir a bordo, o Rebe recebeu um telegrama do sogro. "Não viagem neste navio", aconselhava ele. Embora os nazista soubessem da identidade e residência do casal e embora não houvesse garantia de que ambos pudessem conseguir passagens para outro navio, o rebe imediatamente cancelou as reservas. Mais tarde, soube-se que um submarino alemão afundara a embarcação em que o casal planejava viajar, sem haver sobreviventes. O Rebe e a esposa tomaram, depis, outro navio e chegaram a salvo a Nova York, em 21 de junho de 1941.

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