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Camila Ya'akov

A questionável opinião de um editor do UAP

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Por: Camila Ya’akov

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Há algum tempo atrás, recebi via Direct um artigo no Albany Student Press chamado UAlbany’s Questionable Relationship With Israel (A Questionável Relação da Universidade da Albânia com Israel). Aproveitando que o autor colocou algumas fontes, aproveitei para falar sobre elas, o que elas dizem e pontuar algumas coisas no artigo.

“Essa é a ‘abordagem única à segurança nacional’ que nossos alunos do CEHC estavam estudando?”

Em um primeiro momento, o autor relata que o Colégio de Preparação para Emergências, Segurança Nacional e Cibersegurança (CEHC, no original) da Universidade da Albânia levou seus alunos para estudos nessas áreas à Universidade Ben Gurion do Negev, Israel. Ele cita publicação da própria Universidade da Albânia falando sobre a viagem de 6 meses dos alunos e finaliza essa primeira parte falando, que nesse mesmo período da viagem da UAlbany, Israel teria “matado 54 palestinos, incluindo 12 crianças e quatro mulheres, e deixado mais de 300 feridos”, questionando se era isso o que os alunos foram lá aprender.

Mas mesmo entre os dados apresentados — e com uma fonte que não está mais disponível para acesso — reside uma narrativa que oculta a verdade sobre os eventos.

De acordo com o Middle East Monitor, os dados apresentados são reais. Porém, como o autor do artigo, o MEMO não faz distinção entre palestinos civis e palestinos terroristas. O MEMO, que é uma mídia abertamente anti-Israel, também cita outros dados e tenta deixar parecer que o que Israel chama de ataques terroristas sejam os protestos da chamada “Grande Marcha do Retorno”, que costumam acontecer todas as sextas-feiras, na fronteira de Gaza com Israel.

O MEMO também cita o caso de uma palestina grávida e sua filha bebê que teriam sido mortas por Israel durante um ataque a Faixa de Gaza. O que não consta na matéria do MEMO é que algumas horas após as mídias anti-Israel terem feito essa publicação, o porta-voz das IDF declarou que não foi Israel quem matou as duas, mas sim um míssel do próprio Hamas. Conveniente a narrativa que isso não seja considerado — e não seria o primeiro e nem o único ou último caso.

O autor também cita uma publicação da Al Jazeera sobre o uso de munição real, gás lacrimogênio e outras estratégias de contenção por parte de Israel que teriam ocasionado a morte de 4 palestinos e deixado vários feridos. Porém, nem o autor e nem sua fonte, declaradamente anti-Israel, falam o motivo do uso dessas estratégias.
Na Grande Marcha do Retorno, os palestinos, incentivados pelo Hamas, vão até a fronteira de Gaza com Israel e tentam quebrar as grades de proteção que delimitam os territórios. Para tal, queimam pneus para provocar fumaça escura e dificultar a visibilidade da IDF, como também arremessam pedras, balões incendiários e tentam invadir Israel armados com lança-mísseis, granadas e facas, improvisadas ou não.

Há um espaço territorial entre a fronteira propriamente dita de Israel, de cerca de 200m que, se ultrapassado, a ordem é atirar. Os palestinos, para invadir Israel, adentram essa área e se colocam a risco de retaliação.

Israel mata crianças?

O artigo também citava a morte de crianças e adolescentes, mas também não especificava em que áreas essas crianças e adolescentes teriam sido mortos. Os próprios palestinos costumam publicar em suas redes sociais e mídias de comunicação que há crianças e adolescentes de todas as idades na Grande Marcha do Retorno, levadas pelas próprias famílias. O Hamas, inclusive, treina crianças para atacarem judeus.

Ahed Tamimi, que foi presa por Israel, é de uma conhecida família de palestinos anti-Israel. Seus pais sempre levaram ela e seus irmãos, desde bebês, aos protestos — que sempre viram confronto com militares israelenses, por que esse é o objetivo. Há foto de Ahed, então com uns 10 ou 11 anos, dando um tapa na cara de um soldado da IDF.
Ninguém nunca parou para se perguntar o motivo de ser aceitável os palestinos colocarem seus próprios filhos na linha de frente. As pessoas justificam tal atitude e depois acusam Israel de ser assassino de crianças. E não para por aí: este ano, dois adolescentes de 14 e 13 anos, tentaram matar a facadas policiais israelenses em Jerusalém e acabaram neutralizados. Eles são cooptados a cometer atos terroristas que todo mundo sabe que podem lhes custar a vida. E ninguém liga.

Neutralizar, na linguagem técnica, significa atirar no indivíduo que representa risco iminente a vida de outras pessoas, frustando o ataque. O indivíduo geralmente morre, pois é recomendado que o tiro neutralizador seja dado no corpo, para que se evite erro de alvo e a situação se torne pior. Alguns sobrevivem, recebem atendimento médico e posteriormente cumprem pena pelo seu crime.

Isso é um procedimento universal, não é exclusivo das IDF ou de Israel e é válido tanto para Segurança Pública quanto para Segurança Privada. É dessa forma que muitas vidas tem sido salvas.

Drones e Joe Biden

Seguindo o artigo, é citado que um membro representante da CEHC foi a Israel para uma mesa redonda sobre o uso de drones e que drones israelenses teriam invadido o espaço aéreo libanês. O que o autor do artigo não cita, mas consta na publicação do Washington Post que ele usou como referência, é que os drones israelenses foram ao Líbano em retaliação a um ataque terrorista com mísseis, lançados a partir de território sírio pelo Hezbollah. Não foi a primeira vez, nem a única ou última vez que isso aconteceu. Esse tipo de situação vem se repetindo. E Israel já declarou que vai retaliar a todos que lhe atacarem.

As pessoas ignoram que Israel esteja fazendo uma retaliação, pois a narrativa prega que Israel não respeita a soberania alheia.

Aleatoriamente, e sem corresponder ao período dos eventos que deram origem ao artigo, o autor cita que Joe Biden uma vez falou que “se lá não existe um Israel, nos iremos fazer um para assegurar nossos interesses”. Achamos fantástico como o autor usa isso para tentar imputar imperialismo e colonialismo por parte de Israel e insinuar apoio da UAlbany sobre isso e não nos dá o contexto.

Na própria matéria do Politico que o autor usa como referência, diz que essa frase do Biden, vice-presidente americano do período Obama (ou seja, até Janeiro de 2017) foi em resposta a um grupo anti-Israel presente em um de seus discursos públicos.

Grupos anti-Israel costumam dizer que Israel não existe, que Israel seja “base militar dos EUA”, entre outras teorias conspiratórias sobre lobby sionista e imperialismo americano. A resposta, nada mais foi que um deboche que significava que o governo dos EUA não iria cortar relações com Israel, já que suas relações estão ligadas a interesses de segurança nacional.

Quem pode votar em Israel?

A caminho de finalizar o artigo, o autor tenta dizer que a afirmação de que Israel seja a única democracia do Oriente Médio seja falsa com uma publicação do 927 Magazine chamada ‘Quem pode votar em Israel?’. A publicação já começa minimamente mal:

“Se excluirmos Gaza, uma em cada 4,5 pessoas que vivem sob o domínio israelense não tem o direito de votar nas próximas eleições; que uma pessoa é (quase) sempre palestina. Se Gaza estiver incluído, é um em cada três que não está representado.”

Em resumo, o artigo utilizado como referência tenta por em cheque a democracia israelense por que os palestinos não votam em Israel.

Primeiramente, em qualquer lugar do mundo, para se votar em um país você tem de ser cidadão daquele país. Há palestinos vivendo em Israel e com cidadania plena, inclusive concorrendo as eleições. Dizer que 1 em cada 3 votantes não teria representatividade em Israel, caso incluísse Gaza em seu território, também é uma falácia.
Há uma coligação de partidos árabes anti-Israel concorrendo as eleições israelenses. Se Gaza fosse incluída no território israelense, além de eles ganharem cidadania plena e direito a voto e a participar das corridas eleitorais, seriam politicamente representados por estes partidos — que, consequentemente, ganhariam mais força, já que teriam um número maior de votantes.

Partindo do princípio que Israel só seria uma democracia se a população de Gaza votasse em Israel e que para votar em Israel tem de ser cidadão israelense, teria-se que reconhecer Gaza como território oficialmente israelense. Até por que, de nada adiantaria a população de Gaza votar para escolher líderes que não iriam poder atuar onde elas residem. Se seguir reconhecendo que Gaza é território palestino e pertence a outro país que não Israel, Israel não tem a obrigação de conceder direito de voto a essas pessoas.

Conflito árabe-israeli

Finalizando, o autor traz dados e um gráfico sobre o número de mortos e feridos do conflito. Nas tabelas de dados disponibilizada pela Jewish Library, começa intitulada como “no conflito árabe-israelense” e traz dados de antes mesmo da fundação de Israel, quando não existia israelenses para conflitar com árabes. Apenas judeus, obviamente, também residentes da Palestina Britânica.

Na primeira tabela, vemos que em 1920 e 1921, durante revoltas árabes, só houveram mortos e feridos judeus. Se considerar apenas essas tabelas como dados do conflito, os árabes quem começaram matando. Mas os ataques a judeus na região já datam de antes mesmo de 1920.

Em 1924, quando aparecerem os primeiros mortos árabes, o número de mortos judeus foi maior de que o de árabes mortos. Em 1929, a situação fica pior: 135 judeus mortos para 87 árabes e 399 judeus feridos para 91 árabes feridos. O número de mortos árabes passa a superar o número de mortos judeus a partir da revolta árabe entre 1936 e 1939. E depois desse período aconteceram a Guerra da Independência, Guerra dos Seis Dias, Guerra do Yom Kippur, Primeira e Segunda Guerras do Líbano, Primeira e Segunda Intifadas, entre outros eventos.

Dois dados interessantes que esta tabela nos trás: o primeiro, é referente a terrorismo. Grupos anti-Israel costumam dizer que Israel e judeus são terroristas, mas a tabela traz um total de 0 vítimas árabes por terrorismo judeu e/ou isralense, enquanto traz 9927 vítimas judias de terrorismo árabe. E, comprovando o que já mencionamos acima, sobre árabes atacarem judeus há bem mais tempo que a partir de 1920, os dados de terrorismo contabilizam vítimas de 1860 até o presente momento. E esse é o segundo dado: os judeus sempre foram atacados por árabes na região.

Essa primeira tabela não diferencia civis de militares, apenas judeus de árabes.

A segunda tabela traz o número de vítimas judias pelo terrorismo palestino, especificamente. O número total, compreendendo o período de 1948 (fundação de Israel) até 2014 foi de 3791, sendo 2805 vítimas no período de 1948 a 1999.

A terceira tabela é correspondente ao número de palestinos mortos por outros palestinos, que somam 2014 mortos, em um período que corresponde de 1987 até 2014. E aqui vale ressaltar o que falamos anteriormente, sobre os terroristas palestinos matarem dos seus. E queremos lembrar que, muitas dessas mortes que eles mesmos provocam a seu próprio povo, eles colocam nas costas dos israelenses e, como no caso já citado, continuam propagando que tenham sido mortos por israelenses mesmo com a verdade vindo a tona. Isso sem falar nas notícias fabricadas.

Infelizmente, o autor do artigo não fala português, mas deixamos um questionamento: Se os estudantes da UAlbany fossem a Gaza estudar sobre Segurança, Cibersegurança, poderíamos deduzir que estão indo até lá aprender a matar judeus ou o seu próprio povo, dado os dados apresentados?

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